Conhecendo aqui dentro, para ser livre lá fora

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  Sempre fui quieta, na minha, no meu cantinho, no meu mundinho. Sempre fui muito tímida e sempre tive dificuldade em fazer amigos. Conversar com outras pessoas nunca foi o meu forte. Demorei muito tempo pra perceber que conhecer gente nova é uma coisa muito boa, e que na maioria das vezes isso gera experiências incríveis.
  Demorei pra me aceitar. Pra entender que se alguém for gostar de mim, será do jeito que sou. Seja lá qual for esse jeito. Não tenho que mudar pra agradar, não tenho que me incomodar com o que os outros dizem sobre mim, e muito menos fazer o que eles acham que eu devo fazer, ser o que eles acham que eu devo ser.
  Tenho umas gordurinhas acumuladas, vivo em um constante “bad hair day”, sou bem alta, tenho preguiça de passar maquiagem, e se me der vontade, eu como, sem culpa. Esqueço fácil das coisas, e lerdeza é meu sobrenome. Não sei demonstrar sentimentos, e sou expert em afastar pessoas. Não me orgulho disso. Aliás, odeio.
  O maior enigma da minha vida é: “O que você quer ser quando crescer?”. Eu sei, eu já cresci. Mas ainda não sei responder essa pergunta. Sou muito indecisa e não consigo decidir. Estou ~e sempre estive~ em uma crise existencial.
  Tenho medos inexplicáveis e idiotas, que me impedem de fazer muita coisa. Amo abraços, sorrisos, e sempre quero as pessoas ao meu redor, felizes. Tenho saudades de momentos, pessoas, e risadas. Dou risada dentro do ônibus, na rua e no trabalho, lembrando e inventando momentos legais da minha vida.
  Quero um dia poder me achar, me descobrir, me libertar. Quero poder ser eu mesma, e ser feliz em tempo integral. Se isso for possível. Quero continuar me amando quando me olhar no espelho. Quero um dia ver o pôr do Sol e o anoitecer ao lado de alguém que eu amo. Quero viajar, ouvindo minhas músicas preferidas e lendo um livro. Quero conhecer gente nova. Quero me libertar dos meus medos e arriscar.
  Quero deixar de apenas querer, e fazer acontecer. Isso só depende de mim, e a vida não espera. Então, bora lá.


  "Tem tanto para ser visto lá fora. E tem tanto para conhecer aí dentro. A gente guarda dentro do peito e da mente segredos cheios de cor. É importante abrir todas as gavetas internas, descobrir cantos escondidos, novos caminhos. Não precisa ter medo, nada de ruim vai chegar perto. Basta deixar fluir, acontecer, amadurecer."
Clarissa Corrêa.

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